1730
A edificação do Palácio-Convento levou à concentração na Vila de Mafra de um grande número de operários (pedreiros, canteiros, alveneiros, carpinteiros, ferreiros, entre outros), provenientes de todo o país. Ascendendo a cerca de 45000 operários que no ano de 1731 já tinham diminuído para 15470 trabalhadores na Real Obra, entre os quais 6124 soldados, instalaram-se, na sua maioria, a nordeste, onde foram construídos diversos e vastos abarracamentos de madeira do norte de Portugal para oficinas e alojamento, tendo aí nascido uma verdadeira povoação que ficou conhecida como Ilha da Madeira (também devido ao grande amontoado de madeiras destinadas à construção). Nessa ilha ergueram-se telheiros para estrebarias e cavalariças, casas de alvenaria para acomodação do pessoal especializado e oficiais, e uma ermida de madeira para o serviço divino. No recinto das habitações foram abertas inúmeras casas de pasto para serviço dos operários, que se alimentavam à custa do seu salário, vindo dos pinhais de Leiria e dos termos de Lisboa e Torres Vedras a lenha consumida para usos domésticos.
Imagem – Construção do Convento de Mafra (Roque Gameiro, 1917)
